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DF tira parte da área da Serrinha do Paranoá de plano para salvar BRB

April 1, 2026
Agência Brasil
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A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou nesta quarta-feira (1º) a retirada de parte da área da Serrinha do Paranoá da lista de imóveis públicos que serão dados como garantia de empréstimos para salvar o Banco de Brasília (BRB). A medida tinha sido proposta por Ibaneis Rocha, ex-governador que deixou o cargo nesta semana e foi substituído por Celina, até então vice-governadora.

O uso dos imóveis também tinha sido aprovado pela Câmara Legislativa do DF. Notícias relacionadas:Em balanço, Marina destaca queda do desmatamento e maior fiscalização.Criação de autoridade climática é prioridade de Lula, diz Marina Silva.Governo apresenta plano para desenvolver bioeconomia no país.A inclusão da Serrinha na lista de imóveis que seriam vendidos para cobrir o rombo do banco público, envolvido nas fraudes do Banco Master, foi criticada por ambientalistas, acadêmicos, integrantes de entidades civis e moradores da região. Localizada entre as regiões administrativas do Varjão e do Paranoá, a Serrinha é um extenso trecho de cerrado nativo que abriga 119 minas d’ água que contribuem para abastecer o Lago Paranoá, manancial estratégico de onde é captada parte da água fornecida à população do DF. De acordo com a assessoria do governo do DF, uma parte da área de proteção ambiental localizada na Serrinha será desvinculada da proposta para assegurar a preservação da região, “considerada sensível e de grande relevância ecológica”. A governadora também determinou que a Secretaria de Meio Ambiente adote providências para criar o Parque da Serrinha, “garantindo a destinação definitiva da área para conservação e uso sustentável”. Porém, a área de proteção a ser retirada da proposta e transformada em parque não foi informada. Entenda o caso Em março, a Justiça Federal já havia proibido o GDF de vender a área ambiental como medida de socorro ao BRB. A decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) apontou risco de subavaliação de áreas. O banco estatal enfrenta uma crise de confiança e problemas de liquidez devido aos prejuízos decorrentes da compra bilionária de carteiras de crédito e ativos de baixa liquidez negociados pelo Banco Master. A Polícia Federal investiga suspeitas de fraude na compra de cerca de R 12,2 bilhões em créditos do banco.

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