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Cuba confirma encontro em Havana com delegação dos EUA

April 20, 2026
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Posted 2 hours ago by

Em declarações ao jornal Granma, Alejandro García, diretor-geral adjunto do Ministério das Relações Exteriores de Cuba para os Estados Unidos, confirmou nesta segunda-feira (20) o recente encontro em Havana, capital da ilha, entre delegações da nação caribenha e dos Estados Unidos. Durante a sessão de trabalho, os diplomatas cubanos deram prioridade máxima à exigência de que a Casa Branca suspenda o embargo energético imposto ao país .

Notícias relacionadas:Lula e Merz criticam guerra no Oriente Médio e ameaças contra Cuba.Petroleiro russo chega a Cuba; Moscou promete ficar ao lado de Havana.Comboio internacional entrega toneladas de ajuda a Cuba .O diplomata especificou que o lado americano era composto por secretários-adjuntos do Departamento de Estado , enquanto do lado cubano participavam no nível de vice-ministro das Relações Exteriores . Durante a conversa, que García del Toro descreveu como respeitosa e profissional, ficou esclarecido que nenhuma das partes estabeleceu prazos ou fez declarações coercitivas, como foi mencionado pela mídia americana. O representante oficial enfatizou que essas reuniões são conduzidas com discrição devido à sensibilidade dos temas abordados na agenda bilateral. A principal prioridade da delegação cubana nesta reunião foi a exigência do levantamento do embargo energético imposto ao país. “Eliminar o bloqueio energético contra o país era uma prioridade máxima para nossa delegação. Esse ato de coerção econômica é uma punição injustificada para toda a população cubana. É também uma forma de chantagem em escala global contra Estados soberanos, que têm todo o direito de exportar combustível para Cuba, de acordo com os princípios do livre comércio”, enfatizou. Bloqueio Desde 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou o bloqueio de longa data contra Cuba com uma ordem executiva que declara estado de emergência nacional, considerando a maior das Antilhas uma ameaça incomum e extraordinária à segurança dos EUA. Essa medida dá carta branca a Washington para sancionar países que tentam fornecer petróleo a Cuba direta ou indiretamente, resultando em escassez de combustível que afeta o cotidiano da população cubana. O governo cubano reiterou sua disposição de dialogar com as autoridades dos Estados Unidos, mantendo uma postura aberta à comunicação, desde que as trocas sejam conduzidas com base no respeito e não na interferência. Diálogo Nessa mesma linha, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel, em entrevista recente ao veículo de comunicação americano Newsweek, afirmou que é possível dialogar com os Estados Unidos para chegar a acordos em áreas como ciência, migração, combate ao narcotráfico, meio ambiente, comércio, educação, cultura e esportes. Ele enfatizou que o diálogo deve sempre ocorrer em termos de igualdade e com pleno respeito à soberania, ao sistema político, à autodeterminação e ao direito internacional. Mais tarde, em entrevista ao programa Meet the Press da NBC News, o chefe de Estado enfatizou: Podemos negociar, mas à mesa, sem pressão ou tentativas de intervenção dos EUA.

Agência Brasil
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