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Bruno Mafra, 30 anos de pena: o tecnobrega e o homem que abusou das próprias filhas

March 28, 2026
Jornal de Brasília
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Eu preciso falar sobre esse homem porque ele tem biografia no site oficial descrevendo “resiliência e paixão”. Tem foto de divulgação com guitarra, cara de artista, jaqueta de couro, aquele ar de quem construiu algo. E construiu mesmo, só que a construção incluía isolar as filhas, pedir segredo, manipular psicologicamente crianças que tinham menos de 14 anos e eram, antes de qualquer outra coisa, filhas dele.

Os crimes aconteceram entre 2007 e 2011, em Belém. As denúncias vieram em 2019, quando as vítimas já eram adultas e finalmente puderam falar. A desembargadora Rosi Maria Gomes de Farias foi precisa na leitura: ele usou a figura paterna e a relação de confiança como instrumento. A casa e o carro viraram territórios de abuso. O pai virou predador dentro do espaço que deveria ser o mais seguro do mundo. Ele está em liberdade. Publicou no Instagram dizendo que confia na Justiça. A Justiça, por sua vez, manteve 30 anos de pena. Há apelação possível, como sempre há, porque o sistema oferece recursos e a defesa usa todos. As filhas não tiveram recurso nenhum. Elas tiveram que esperar até 2019 para que alguém registrasse oficialmente o que elas sabiam desde criança. Créditos: Instagram @brunoetrio

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