Aéreas preveem “consequências severas” com reajuste do querosene
April 1, 2026
Agência Brasil
O reajuste de 55 no querosene de aviação (QAV) anunciado nesta quarta-feira (1°) pela Petrobras deverá ter “consequências severas” na aviação civil, especialmente na abertura de novas rotas e ofertas de serviços. A avaliação é da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que representa as principais companhias aéreas do país. Segundo a entidade, com o reajuste, somado ao aumento de 9,4 em vigor desde 1º de março, o combustível passa a responder por 45 dos custos operacionais das companhias aéreas.
Notícias relacionadas:Petrobras anuncia que vai parcelar reajuste do querosene de aviação.Petrobras reajusta preço do querosene de aviação em 55.“A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo”, diz a Abear. A entidade explica que, embora mais de 80 do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, sua precificação acompanha a paridade internacional. “Isso intensifica os efeitos das oscilações do preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico, ampliando os impactos de choques externos sobre os custos das companhias aéreas”. A Abear representa as empresas Azul, Boeing, Gol, Gol Log, Latam, Latam Cargo, Rima, Sideral e Total Express. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Reajustes Para reduzir os impactos do aumento anunciado hoje, a Petrobras informou que vai parcelar o reajuste para o querosene de aviação (QAV). Distribuidoras que atendem à aviação comercial poderão optar por pagar apenas 18 de aumento e parcelar a diferença em até seis vezes, a partir de julho. O preço do QAV é estipulado pela Petrobras mensalmente, sempre no dia 1º. O reajuste deste mês acontece no momento em que o mundo enfrenta uma escalada no preço do barril do petróleo por causa da guerra no Irã. No início de março, o reajuste médio do QAV havia sido de cerca de 9; e em fevereiro, de -1. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), atualmente os combustíveis representam cerca de 30 dos custos totais das companhias aéreas.
Agência Brasil
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